A Copa do Mundo deve beneficiar 791 mil pequenos negócios do Estado de São Paulo, sendo 698 mil Microempreendedores Individuais (MEIs) e 93 mil micro e pequenas empresas. É o que mostra pesquisa do Sebrae-SP sobre as expectativas e estratégias dos empreendedores em relação a um dos maiores eventos esportivos do mundo, que será realizado de 11 de junho a 19 de julho, nos Estados Unidos, Canadá e México.

A pesquisa indica que o campeonato mundial de futebol está no radar dos empresários: 74% dos empreendedores em segmentos potencialmente beneficiados pela realização do evento estão se preparando e 24% pretendem se preparar. Apenas 2% não pretendem se organizar para a data.

O levantamento apontou quais são as ações previstas pelos empresários para aproveitar as oportunidades de alavancar as vendas. Criar promoções, combos ou kits temáticos foi a mais citada com 50%. Lançar ou adaptar produtos/serviços com o tema da Copa foi citada por 44%. Intensificar a divulgação nas redes sociais e outros canais apareceu com 38%. Em seguida se destacam: ampliar o estoque ou a capacidade produtiva (36%), decorar o espaço físico ou canais digitais com o tema (33%) e ajustar o horário de funcionamento (26%).

Clima de Copa na Baixada Santista

Na prática, as estratégias apontadas pela pesquisa já movimentam o comércio da Baixada Santista. Um exemplo é o Stand IPA, a primeira cervejaria artesanal de Praia Grande. Idealizado em 2017 por Vander Luiz de Jesus Lourenço com o objetivo de unir a cultura caiçara, boa música e cerveja de qualidade, o espaço já entrou no clima da competição e preparou uma programação especial para os torcedores acompanharem os jogos da Seleção Brasileira.

Para atrair o público e garantir a transmissão das partidas, o empresário investiu em uma tela de 75 polegadas e vai apostar em interatividade e música ao vivo. “Vou fazer algumas brincadeiras com o público presente, como apostas esportivas no primeiro jogo. A ideia é: o Brasil fez um gol, você ganha uma breja. Se o outro time fizer, você paga uma breja para a casa”, explica Vander. O proprietário optou por manter o cardápio atual na semana de estreia, planejando possíveis mudanças gastronômicas mais para a frente, mas foca no entretenimento para engajar os clientes.

Felipe Ferreira de Barros, coordenador de pesquisas do Sebrae-SP, destaca que a pesquisa mostrou quais os resultados alcançados pelas empresas que investiram em alguma ação na Copa de 2022, como aumento do número de clientes, alta no faturamento e atração de novos clientes. O fato de apenas 4% não notarem resultados relevantes comprova que as estratégias adotadas geraram impactos positivos. É importante destacar que não são apenas bares e restaurantes que podem lucrar com a Copa. Com planejamento e criatividade, os mais variados negócios podem se beneficiar com a competição, afirma.

Segundo os empreendedores, os principais ganhos potenciais identificados com a realização do Copa do Mundo 2026 são: aumento do número de clientes (26%), crescimento do faturamento (19%) e conquista de novos clientes (16%). Por outro lado, os desafios a serem enfrentados pelos pequenos negócios são: aumento de custos (28%); concorrência das grandes empresas (27%) e concorrência elevada (27%).

A pesquisa completa pode ser acessada aqui

Metodologia

A pesquisa Copa do Mundo 2026 foi elaborada a partir de duas sondagens. A primeira sondagem, a partir da qual foi realizada a projeção do número de pequenos negócios potencialmente beneficiados, foi realizada por telefone, em abril. Trata-se de um suplemento da pesquisa Indicadores Sebrae-SP, realizada com a colaboração da Fundação Seade. A sondagem com as empresas em segmentos potencialmente beneficiados foi realizada pelo Instituto Consulting do Brasil. O levantamento foi realizado por e-mail, entre 1º de abril e 26 de abril.

Negócio Camisa 10

O Sebrae-SP tem uma série de conteúdos para auxiliar os pequenos negócios a vender mais na Copa do Mundo. Os materiais podem ser acessados no link.

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Dados

Agência Sebrae - Levantamento do Sebrae-SP mostra que Copa do Mundo vai movimentar a economia da Baixada Santista