A Operação Caldarium, deflagrada nesta quinta-feira (3) pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), terminou com duas prisões preventivas e a apreensão de R$ 385 mil em dinheiro, além de armas, munições, equipamentos eletrônicos e documentos. A investigação apura um suposto esquema de corrupção envolvendo a liberação e o ressarcimento de créditos de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços).

Em Piracicaba, foi preso o ex-diretor-geral executivo da Administração Tributária de São Paulo, André Weiss, de 46 anos. Ele foi localizado em um imóvel no Condomínio Residencial Reserva do Engenho. A operação também contou com o apoio de equipes do 10º BAEP (Batalhão de Ações Especiais de Polícia).

Segundo o resultado divulgado pelcorporação militar, durante as diligências foram apreendidas três armas de fogo, 80 munições e três carregadores. Também foram localizados R$ 385 mil, 1.400 euros e US$ 862 em espécie.

As equipes recolheram ainda quatro notebooks, um iPad, três celulares, dois pen drives, cinco pastas com documentos, um caderno de contabilidade e outros materiais relacionados à investigação.

Além de Weiss, o advogado João André Buttini de Moraes foi preso preventivamente em São Paulo. De acordo com o Gaeco, ele é apontado como uma das principais lideranças do núcleo privado da organização investigada.

No total, a Justiça autorizou dois mandados de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão, cumpridos em imóveis residenciais, profissionais e empresariais na capital, Grande São Paulo, interior do Estado e Mato Grosso do Sul.

A investigação é um desdobramento da Operação Ícaro, realizada em agosto de 2025, e apura possíveis crimes de organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro relacionados a procedimentos tributários. Segundo o MPSP, a propina para viabilizar operações envolvendo créditos de ICMS poderia chegar a 10% do valor do crédito pago às empresas. Um dos envolvidos teria confessado o recebimento de mais de R$ 13,6 milhões em propina nos últimos quatro anos.


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Divulgação - Imóvel onde investigado foi preso em Piracicaba

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