A Agência Pernambucana de Vigilância Sanitária (Apevisa) divulgou na noite desta terça-feira que foi notificada sobre possíveis casos de intoxicação por metanol em três homens do Agreste, resultando em duas mortes e uma sequela grave. Dois homens são residentes no município de Lajedo e um de João Alfredo. Os três pacientes foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. 

Cinco mortes já foram confirmadas em São Paulo por intoxicação por metanol. Ainda não se sabe como foi iniciada a intoxicação por metanol no Brasil.

Os três pacientes pernambucanoas foram atendidos no Hospital Mestre Vitalino, em Caruaru. os dois homens que morreram em moradores de Lajedo. O terceiro paciente, morador de João Alfredo, recebeu alta hospitalar, mas ficou com perda de visão bilateral como sequela permanente.

Em casos suspeitos de intoxicação, o hospital é responsável por relatar o quadro clínico, notificar a ocorrência e registrar as informações coletadas na anamnese. Contudo, a investigação é conduzida pelas vigilâncias da unidade estadual. Quando há óbito com suspeita de intoxicação, o corpo é encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização de exames que garantam a conclusão da causa.

Onde denunciar possíveis bebibas adulteradas

O Governo do Estado conta com o Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox-PE), que funciona 24 horas para orientar consumidores e profissionais de saúde, pelo número 0800 722 6001. Denúncias também podem ser feitas à Ouvidoria da SES-PE (136 / [email protected]), ao Procon-PE (0800 282 1512 / (81) 3181-7000 / [email protected]) e à Delegacia de Crimes contra o Consumidor Decon (81 3184-3835 / [email protected]).

De acordo com a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), em casos suspeitos de intoxicação, o hospital é responsável por relatar o quadro clínico, notificar a ocorrência e registrar as informações coletadas na anamnese. Contudo, a investigação é conduzida pelas vigilâncias da unidade estadual. Quando há óbito com suspeita de intoxicação, o corpo é encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML) para a realização de exames que garantam a conclusão da causa.

A Apevisa afirmou que após receber a notificação já iniciou a preparação de ações de fiscalização em distribuidoras de bebidas alcoólicas. A Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) vai emitir orientações tanto para a população como para as vigilâncias sanitárias municipais. O objetivo principal é a intensificação das vistorias para evitar possíveis fraudes nos estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas.

Segundo a SES-PE, os sintomas iniciais de intoxicação podem ser confundidos com os da ingestão de álcool comum como náuseas, vômitos, dor abdominal e sonolência. Porém, entre 6h e 24h após o consumo, podem surgir sinais mais graves, como visão turva, fotofobia, cegueira, convulsões e até coma.

A Apevisa recomenda que os serviços de saúde notifiquem imediatamente todos os casos suspeitos ao Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) e ao Cievs/PE. Também orienta a busca ativa de pessoas que possam ter consumido bebidas da mesma origem, além da capacitação das equipes de saúde para o manejo clínico adequado, incluindo uso de antídotos específicos e hemodiálise nos casos graves.

À população, a Agência Pernambucana orienta para a importância de observar sinais que podem indicar adulteração: verificar se a bebida possui registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), rótulo completo, lacre adequado, além de comprar apenas em locais confiáveis mas aqui vale lembrar que em São paulo um conhecido bar foi interditado hoje após uma mulher ficar cega após consumir caipirinhas com metanol no estabelecimento. A Apevisa também divulgou, em nota, que é essencial redobrar a atenção com drinques prontos e evitar produtos sem procedência ou com preços muito abaixo do mercado.

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