O que acontece no Brasil, um país maior, com intercâmbio e trocas comerciais muito fortes, com turismo, tem uma influência nos outros países das Américas e do mundo, disse, durante coletiva de imprensa na sede do Ministério da Saúde, em Brasília.
Mas o Brasil também está exposto ao que acontece em países vizinhos. Por isso, temos que colocar, no centro de nossas ações, também o multilateralismo. Esse enfoque permite aos países lutarem juntos contra perigos como as doenças imunopreveníveis e forcarem na proteção além das fronteiras, completou Morales.
Para o representante da Opas, a campanha de multivacinação brasileira traz benefícios não apenas para a população local, mas também para outros países da região. Estamos numa época em que, infelizmente, tem se instalado uma visão, em algumas pessoas e em parcelas da sociedade, em que a hesitação vacinal prevalece, lembrou.
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Isso é algo contra o qual temos que lutar todos mídias, organismos internacionais, ministérios, sociedade civil. Todos temos que voltar a pensar a importância de colocar evidências científicas e dados comprobatórios no centro da tomada de decisões. A nível coletivo, como em políticas públicas, mas também em tomadas de decisões a nível individual e das famílias.
É muito importante que todos colaboremos para esclarecer, por meio de dados comprobatórios, com evidências, a importância das vacinas. Dentre as intervenções de saúde pública, talvez seja a mais custo-efetiva que podemos imaginar, em que protegemos com um esforço sempre muito importante, mas cujos ganhos que vamos ter em termos de vidas salvas são incríveis, concluiu.
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