Com trabalhos que dialogam com a sustentabilidade, duas artesãs do Vale do Ribeira foram selecionadas para compor a loja colaborativa do Sebrae na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30). Janayna Franco e Carmen Oliveira Lima enviaram 260 peças produzidas especialmente para a COP 30. Considerado um dos eventos globais mais importantes sobre clima e sustentabilidade, a Conferência será realizada entre os dias 10 e 21 de novembro em Belém do Pará.
Os trabalhos de Janayna e Carmen representarão o artesanato paulista na loja colaborativa da chamada E-Zone do Sebrae. O ponto de encontro do empreendedorismo sustentável na COP 30 contará ainda com exposição de negócios sustentáveis, iniciativas de bioeconomia, apresentações culturais e media hub.
As artesãs integram o Programa de Fomento e Valorização do Artesanato do Vale do Ribeira desenvolvido pelo Sebrae-SP na região. Além de mostrar ao mundo que sustentabilidade também se faz com saberes tradicionais, criatividade e respeito ao território, ter o artesanato da nossa região na COP 30 será uma grande oportunidade de conquistar novos mercados em um evento que atrairá milhares de visitantes e delegações internacionais, afirma o analista de negócios e gestor de economia criativa do Sebrae-SP, Carlos Alberto Pereira Junior.
Artesã em Iporanga, Janayna Franco produz peças com vidro reciclado em seu Ateliê Flor de Aragonita. Na COP 30 ela vai expor petisqueiras, incensários e pingentes. Por uma sobrinha que vai trabalhar no evento em Belém, a artesã também enviou dez pingentes feitos nas cores da bandeira brasileira destinados a presentear autoridades, entre elas a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
É sempre uma alegria muito grande ver meus trabalhos ultrapassando as fronteiras de Iporanga. Espero que possa ser uma inspiração para outras pessoas de que é possível ser reconhecido mesmo estando numa cidade tão pequena, comenta Janayna. Todas as peças estão com o carimbo made in Brazil, com informações também em inglês. Acredito na oportunidade de fazer novos negócios, inclusive internacionais, revela a artesã.
Carmen é da Ilha Comprida e confecciona peças com ostras e conchas, como descansos de joias, móbiles e souveniers com estampas marinhas e outras imagens que remetem a região. Além de reaproveitar ostras da Cooperativa do Quilombo Mandira, Carmen também passou a usar redes de camarão descartadas para embalar as peças do Ateliê Maria Farinha. Para quem estava catando ostras na praia há cinco anos e se reinventou, imagina a importância de representar o artesanato paulista e o Vale do Ribeira em um evento tão grandioso como a COP, ainda mais um evento que busca a sustentabilidade. É muito especial, relata a artesã.