A médica destacou que, no caso específico da broncopneumonia, não há distribuição anatômica de áreas infeccionadas nas vias aéreas. São múltiplos focos de infecção em lobos diferentes.
Segundo ela, a pneumonia, em suas diversas formas, figura como uma das principais causas de mortalidade em pessoas idosas e uma das principais causas de morte em pacientes hospitalizados. É um diagnóstico que inspira cuidado. Não quer dizer que a pessoa não vai curar ou que necessariamente será uma forma grave.
O que interfere muito na evolução e na forma como a infecção vai ocorrer é a condição da pessoa, se ela tem alguma doença que afeta sua imunidade, se ela tem alguma doença não controlada ou que acaba demandando muito do organismo, disse, ao citar condições como diabetes e tabagismo.
Ainda de acordo com a especialista, os principais sinais e sintomas esperados são tosse, febre e dor no peito, além de prostração, falta de apetite e de ar. Na pessoa com imunidade comprometida, que pode ser pelo fato dela ser idosa, por exemplo, nem sempre há febre.
Nesses casos, os sintomas são atípicos e enganam o indivíduo. Pode ser só uma sonolência excessiva, ele está prostrado há dias, não quer comer, tem confusão mental, tem vômito, tem dor abdominal. Se a pneumonia for principalmente nos lóbulos inferiores do pulmão, ela acaba refletindo um pouco no abdome, acrescentou a pneumologista.
Marcela destacou que o tratamento é feito à base de antibiótico, e que a maioria dos casos de pneumonia é causada pela bactéria pneumococo, infecção que pode ser prevenida por meio de vacina. A dose, entretanto, não é indicada de forma indiscriminada e é aplicada apenas em grupos de risco.
Nesses pacientes, precisa o alerta. Para eles, sem dúvida, a avaliação médica é fundamental e pode sim ser necessário o internamento. Mesmo nos casos em que ele não ocorra, nesse grupo de maior risco, a avaliação médica de perto é muito importante, destacou.
Segundo ela, a melhor forma de prevenção para pessoas com mais de 60 anos, por exemplo, é a vacina contra a pneumonia e a consulta regular com um profissional de saúde. A própria vacina contra a influenza, que não é específica para pneumonia, também ajuda. Já que a infecção viral propicia a coinfecção e evolução para pneumonia.
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