O Vale do Ribeira* registra 495 Microempreendedores Individuais (MEIs) que atuam no segmento de marmitas, segundo a pesquisa Perfil e desafios dos negócios de marmitas realizada pelo Sebrae-SP. Registro concentra o maior número de empreendedores da atividade na região, com 138 MEIs, seguida por Iguape (60), Cajati (42) e Ilha Comprida (38).
Pesquisa do Sebrae-SP mostra que, para ingressar na atividade, o investimento inicial médio é de R$ 3 mil, tornando o segmento uma alternativa acessível para quem deseja empreender. Em todo o Estado de São Paulo, são 91.587 MEIs atuando no setor, representando 76% dos micro e pequenos negócios da atividade. Só no Estado de São Paulo são 91.587 MEIs na atividade, representando 76% entre os micro e pequenos negócios no segmento.
Os números apontam que o setor de marmitas vem se consolidando como uma importante alternativa de geração de renda na região, impulsionado pela procura e pelo investimento inicial relativamente baixo. Contudo, a analista de negócios do Sebrae-SP Pâmela Garcia destaca que produzir marmitas não é uma atividade simples. Para transformar a produção de alimentos em um negócio sustentável, o empreendedor precisa buscar capacitação, conhecer e aplicar as boas práticas de manipulação, manter os procedimentos operacionais padronizados, utilizar fichas técnicas para controlar custos e padronizar as preparações, além de cumprir as normas e exigências legais dos municípios e da Vigilância Sanitária para atuar de forma regular e segura, afirma. Todo esse preparo é fundamental para garantir a qualidade dos alimentos, reduzir desperdícios, controlar os custos e conquistar a confiança e a fidelização dos clientes, completa Pâmela.
O levantamento do Sebrae-SP identificou o perfil predominante entre os MEIs: mulher (71,3%), que trabalhava anteriormente com carteira assinada (60%) e começou na atividade para buscar autonomia e independência (25%) ou para complementar sua renda (20%) ou transformar uma habilidade ou ideia em negócio (18%).
De acordo com Pedro Gonçalves, consultor do Sebrae-SP, a pesquisa sugere que o empreendedorismo tem sido, predominantemente, uma alternativa de transição de carreira. A barreira de entrada para começar um negócio de marmita é baixa. Muitas pessoas começam na cozinha de casa, com utensílios próprios. Por outro lado, a concorrência é alta e exige a necessidade de ficar atento à gestão do negócio para não ficar no prejuízo, alerta.
Em relação ao faturamento, o valor médio mensal registrado é de R$ 4.191. Os MEIs produzem e vendem em torno de 151 a 300 marmitas por mês (36%) ou de 51 a 100 marmitas (29%). Para 65% dos MEIs, os preços de venda variam de R$ 21 a R$ 30.
Os resultados sugerem um mercado concentrado em preços intermediários, refletindo a necessidade de equilibrar competitividade, custos de produção e poder de compra dos clientes”, comenta o consultor do Sebrae-SP. A pesquisa aponta que o principal desafio dos MEIs do segmento é o controle de custos (42%), seguido pela concorrência (38%) e pela logística das entregas (29%).
As marmitas tradicionais surgem como a principal oferta do mercado (57%), mas a diversificação dos cardápios é uma realidade com opções saudáveis, saladas, congeladas, sopas, vegetarianas, veganas, low carb, sem glúten, sem lactose e sem açúcar. Quando o tema é canal de venda, o destaque é para o WhatsApp com 79%, seguido das redes sociais (59%) e aplicativos de delivery (52%).
ESG
A pesquisa do Sebrae-SP abordou ainda os conhecimentos dos empreendedores sobre o termo ESG, que envolve critérios ambientais, sociais e de governança utilizados para orientar empresas mais responsáveis e sustentáveis.
Embora 34% dos MEIs não conheçam o que é o termo ESG, 61% procuram reduzir o desperdício de alimentos e 55% entendem que separam e destinam corretamente os resíduos. A compra de insumos de produtores locais é praticada por 30%. Já 26% se preocupam com o uso de embalagens biodegradáveis ou recicláveis.
Metodologia
A pesquisa foi realizada por e-mail entre os dias 18/05/26 e 31/05/26 pelo Instituto Consulting. Foram entrevistados 1.080 MEIs que atuam no segmento de fornecimento de alimentos destinados preponderantemente para consumo domiciliar. O segmento abrange preparação de refeições ou pratos cozidos, inclusive congelados, entregues ou servidos em domicílio (CNAE 5620-1/04).
O levantamento completo está disponível no link.
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*Municípios: Barra do Turvo, Cajati, Cananéia, Eldorado, Iguape, Ilha Comprida, Iporanga, Itariri, Jacupiranga, Juquiá, Miracatu, Pariquera-Açu, Pedro de Toledo, Registro e Sete Barras
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