Em agosto de 2026, a Agência Pública lançou seu primeiro programa de trainee. O Curso Pública de Jornalismo é um programa de treinamento intensivo, prático e imersivo, com duração de seis meses, voltado para dez jornalistas recém-formados, que inclui aulas online, mentorias profissionais, elaboração de um projeto aprofundado e um período de prática presencial na redação da Pública em São Paulo ou Brasília. O treinamento é voltado exclusivamente para pessoas autodeclaradas negras, indígenas e trans que tenham concluído a graduação de jornalismo nos últimos três anos.
O Curso Pública de Jornalismo é mais uma iniciativa da Pública de fomento ao jornalismo independente, em parceria com a Fundação Itaú e a Imaginable Futures.
Conheça abaixo os dez jornalistas selecionados para o Curso Pública de Jornalismo 2026.
Aldrey Olegario
Jornalista formada pela Universidade de São Paulo. Nascida em Piracicaba (SP), já passou pela redação da revista Marie Claire Brasil, onde escreveu para as redes sociais e para a editoria de cultura, e pelo Instituto de Química da USP. Tem interesse em jornalismo científico e em reportagens aprofundadas e explicativas. No seu Trabalho de Conclusão de Curso, pesquisou a exposição ao amianto em Osasco (SP), em livro-reportagem premiado no Intercom Sudeste.
Ariel Giagio
Nascido em São Paulo, é graduado em Jornalismo pela Cásper Líbero e faz mestrado em Humanidades, Direitos Humanos e outras Legitimidades na USP, onde pesquisa a intersecção entre audiovisual, filantropia e deficiência. Trabalhou na produtora Deus Dará, com redação de projetos para editais de fomento cultural e com produção audiovisual. Participou também da produção da 4° temporada da série Idade Mídia, do canal Futura. Tem experiência em assessoria de imprensa e coordenação de redes sociais. Como homem trans, procura amplificar as vozes que vieram antes dele e que o ajudaram a cultivar sua autoconfiança. Acredita no poder da linguagem de transformar vidas, desde que usada de forma genuína e responsável. Buscando esse objetivo, se capacitou em cinco línguas além do português, incluindo Língua Brasileira de Sinais.
Cecília Melo
Jornalista e pesquisadora. Filha de Arlete Oliveira, professora de português, e de Dario Dias, pescador e aquaviário, é nascida e criada na região da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Estadual Ponta do Tubarão, em Diogo Lopes, no Rio Grande do Norte. Cursa o mestrado em Estudos da Mídia na Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde também graduou-se em Jornalismo. Foi estagiária do Jornal Agora RN, da Revista Cultue e do Canal Consulta Pública. Também foi estagiária de jornalismo do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. É idealizadora e produtora do jornal comunitário “Vozes da Reserva”, que cobre a vida dos moradores de Ponta do Tubarão.
Grazy Kaimbé
É jornalista, formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Nascida e criada na Terra Indígena Massacará, no interior da Bahia, hoje é moradora de Salvador. Foi estagiária da TV Bahia, onde também participou do grupo de pesquisa, montagem e edição do documentário Ilê Aiyê: A Casa do Mundo. Fez parte da 9ª turma do Treinamento em Jornalismo em Ciência e Saúde da Folha de S.Paulo. Foi repórter do caderno 2+, da edição impressa do jornal A Tarde, onde também cobriu a editoria de Salvador nos fins de semana. Dirigiu e editou o documentário sobre os 20 anos da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib). É membro da Articulação Brasileira de Indígenas Jornalistas (Abrinjor). Fez a cobertura da COP30 pela Mídia Indígena, maior coletivo de comunicação indígena do Brasil, onde atualmente atua como repórter.
Igor de Paula
Jornalista formado pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Capixaba da gema, possui mais de três anos de experiência prática em comunicação de instituições públicas de destaque, como Ministério Público do Estado do Espírito Santo e a Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional do Estado do Espírito Santo. Tem interesse por impactos da tecnologia e desinformação na sociedade, bem como pautas socioambientais e direitos humanos utilizando dados públicos. Pesquisa novas formas de aplicação do jornalismo de dados no jornalismo local.
Lucas Bezerra
Comunicólogo pela Universidade Federal de Pernambuco. Nascido em Garanhuns e criado em Jupi, no Agreste pernambucano. Tem passagem pelos veículos #Colabora e O Joio e o Trigo, onde atuou na produção de reportagens sobre direitos humanos, meio ambiente e alimentação. Também tem experiência com pesquisa para podcast, gerenciamento de redes sociais, bem como com gestão de audiência e de comunidades. Foi ainda estagiário de comunicação do Centro Cultural Brasil Alemanha.
Lucas Henrique Santos
Nascido e criado na periferia da zona sul de São Paulo, é jornalista formado pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Foi estagiário da Record News por quase três anos, passando pelas áreas de redes sociais, assessoria de imprensa e de edição de textos. Em sua trajetória acadêmica, pesquisou desertos de notícias e fez uma análise comparativa entre a cobertura de segurança pública na periferia, a partir das lentes do jornal O Estado de S. Paulo e da Ponte Jornalismo. É movido pelo propósito de dar visibilidade a realidades e territórios frequentemente marginalizados pela mídia tradicional.
Muximba
É jornalista pela Universidade Federal do Amapá (UNIFAP) e reside em Macapá – AP. Atua em comunicação popular, jornalismo independente, comunicação científica e produção audiovisual, com foco em direitos humanos, justiça climática, raça e territórios amazônicos. Integra a equipe do Instituto Mapinguari, onde desenvolve estratégias de comunicação e projetos voltados à incidência política em pautas de clima e meio ambiente. Dirigiu três documentários exibidos em festivais e mostras regionais e nacionais. É uma pessoa negra e não-binária, nascida e criada na Amazônia e acredita na comunicação como ferramenta para fortalecer narrativas produzidas a partir dos territórios.
Nathália Baron
Formada em Artes Cênicas pela Escola Técnica Estadual de Artes e em Jornalismo na Faculdades Metropolitanas Unidas. Durante a graduação, foi três vezes vencedora do Prêmio Valoriza de Jornalismo e Relações Públicas da FMU. Um dos prêmios foi para a reportagem de dados Úteros em cárcere: grávidas e crianças sob a negligência do sistema prisional brasileiro. Seu Trabalho de Conclusão de Curso, o livro-reportagem Egressas: as sobreviventes do sistema prisional, reúne relatos de mulheres que reconstruíram suas vidas após o cárcere. Foi estagiária e assistente nas agências de assessoria e de marketing APIS3, Ecomunica e Monks, bem como analista no Reclame Aqui. Nascida e criada em São Paulo, Nathália busca dar visibilidade a pessoas e realidades frequentemente rotuladas como “marginais”. Tem interesse em cobrir segurança pública e direitos humanos.
Nicole Santos
Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, já atuou com reportagem, produção de conteúdo digital e comunicação para diferentes plataformas. Nasceu e cresceu em Porto Alegre, mas hoje é moradora de São Paulo. Foi estagiária de redes sociais e da editoria de economia no jornal Correio do Povo. Durante esse período, foi finalista do Prêmio Sebrae de Jornalismo e descobriu sua paixão pela economia. Foi também redatora e social media na Agência WT.AG. Sua pesquisa acadêmica focou na ausência de mulheres negras nas redações dos principais jornais do Rio Grande do Sul, buscando compreender a influência das desigualdades estruturais nas narrativas jornalísticas. Além da economia, tem interesse em investigar temas relacionados a gênero, raça e direitos humanos.
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